A Vodafone anunciou a introdução do serviço fixo “triple play” – voz, internet e televisão – suportado na sua própria rede de fibra óptica. Designado por Vodafone Casa com Fibra, este novo serviço baseia-se numa oferta de internet até os 300 Mbps (“a mais rápida do mercado” adianta o operador) e televisão de Alta Definição sem limite de número de televisores, com acesso ao serviço de televisão base em qualquer divisão da casa sem qualquer custo adicional. Nesta fase de lançamento, o serviço Vodafone Casa com Fibra está já disponível em algumas áreas dos concelhos de Lisboa e Almada, alargando-se a curto prazo a outras zonas urbanas limítrofes, nomeadamente aos concelhos de Cascais, Oeiras e Sintra, bem como à cidade do Porto, prevendo-se chegar a cerca de 200.000 casas na Grande Lisboa e no Grande Porto. Nas zonas onde está presente a oferta comercial Vodafone Casa com Fibra será lançada uma campanha promocional designada por “Primeiras Adesões”, que oferece condições exclusivas para os clientes que aderirem até 31 de Agosto de 2010: televisão, internet e telefone a partir de 29,90 euros/mês, com possibilidade de experimentar sem compromisso durante os 3 meses iniciais.
Comentários
Adisan, Quarta 16 de Junho de 2010 15:49.
Sempre a mesma porcaria. Onde já abundam as ofertas é que os operadores vão sempre aumentar a concorrência. A restante população do país só tem o dever de pagar para estes sanguessugas de Lisboa e Porto. O resto só paga - não tem direito à evolução.
Walt, Quinta 17 de Junho de 2010 00:41.
Adisan, o que percebes tu de internet fibra ou de fazer negócio? Quais são os distritos mais densamente povoados de Portugal? São no interior? Ora a Vodafone na tua óptica, como os demais operadores, deveriam pensar assim: nós como adoramos esbanjar dinheiro vamos montar um serviço de fibra ao calhas e vamos para terrinha para agradar ao António e à Maria.
Caro Adisan, isto não é feito de propósito, é feito assim poque tem que ser. É por fases. Quem não tem paciência espera pelo operador que primeiro chegue à sua terra ou então... nada feito..
LEMENE, Terça 22 de Junho de 2010 22:30.
A observação do Adisan até faz sentido.
Para obterem negócio podiam progredir com vários polos simultaneos à medida por cada um dos 18 distritos e 2 regiões autónomas.
A questão porque não o fazem tem muito haver com a capacidade de saberem ser competitivos e poder de distinção. Até pode haver outras razões mas acho que vão dar no mesmo.
Wal, Quarta 23 de Junho de 2010 08:51.
LEMENE
Voltamos a bater na mesma tecla: negócio. Uma empresa destas vai sempre apostar primeiro onde vivem mais pessoas. É um facto consumado e que faz todo o sentido (empresarial) de quem investe. Se eu tivesse uma empresa faria exactamente o mesmo.
Ping, Quarta 4 de Agosto de 2010 23:38.
Oh gente, vamos lá a pensar ... se tivessem uma empresa e quisessem levar fibra a uma área do interior, se o custo de levar esse serviço fosse 30000€ (impensável ser tão pouco), e houvessem 10 pessoas interessadas ... levavam?
Cada pessoa pagava em média 25€ pelo serviço, cada mensalidade traria um lucro líquido de 15€ ... é fazer as contas ... faziam o investimento?
Ping, Quarta 4 de Agosto de 2010 23:42.
Mais digo ... a PT, aliás, os CTT/TLP levaram o telefone a todo o território nacional por ser um serviço PÚBLICO ... o mesmo aconteceu com a EDP ... que teve de levantar postes e cablagem para chegar a electricidade a montes onde viviam 2 pessoas, porque a tal foram "obrigados" ... foi rentável? NÃO! Quem pagou? TODOS (os contribuintes, claro)!
Ping, Quarta 4 de Agosto de 2010 23:46.
Ah, lembrei-me de outra ... alguém se lembra da televisão passar informação sobre "novo retransmissor na zona de troca-o-passo-no-fim-do-mundo, sintonizem os aparelhos por favor" para melhoramento de imagem? Era rentável ... NÃO ... quem pagou ... os mesmos descritos na mensagem anterior ...
Eduardo Cardadeiro, Administrador da ANACOM
A TeleSatélite aproveitou a realização do “switch-off” analógico em várias localidades do país para colocar umas perguntas sobre toda esta fase de transição a Eduardo Cardadeiro, Administrador da ANACOM.
Para ler a entrevista, clique Aqui.