"Sinais de crise..."
Nesta fase em que muitos se questionam se terá ou não chegado a altura da muito aguardada retoma económica, nunca é demais relembrar que o mercado dos satélites – no seu sentido mais lato, e não apenas naquele que melhor conhecemos, o da recepção satélite grande público, este sim a quase todos os níveis particular e infelizmente muito atingido pela actual conjuntura negativa – escapou praticamente ileso à crise que se fez sentir em todo o Mundo... Basta referir que em 2009 o bem conhecido operador Arianespace efectuou um record de 7 lançamentos de satélites – perspectivando um exercício 2010 similar –, ou que, segundo o Observatório Europeu do Audiovisual, se assistiu à chegada de 245 novos canais de televisão em toda a Europa (totalizando agora 7.200 estações) e ao alargamento do número de plataformas DTH (60, contra 51 em finais de 2008), para perceber o papel fundamental (e por vezes desconhecido) desempenhado pelos satélites no nosso dia-a-dia. Uma influência que será seguramente reforçada no futuro, de forma a fazer chegar as tecnologias mais recentes ao maior número de pessoas. E dois dos temas destacados na edição TeleSatélite deste mês são perfeitos exemplos disso mesmo: por um lado, a Televisão 3D, principal tema de actualidade na mais recente edição do famoso certame “Consumer Electronics Show” de Las Vegas (ver o suplemento “TeleAD” para mais pormenores), está prestes a tornar-se, muito em breve, uma realidade nas ofertas de televisão por satélite, perspectivando-se assim uma rápida disponibilização desta tecnologia a nível mundial; por outro lado, a radiolocalização por satélite, popularizada em todo o Mundo pelos serviços oferecidos pelo sistema GPS, irá conhecer desenvolvimentos significativos a médio e longo prazo, ao ponto de se tornar cada vez mais indispensável, tanto para profissionais como para o público em geral. Perante estes números e factos, a somar a outros que já aqui apresentámos noutras edições, bem podemos dizer que, pelo menos no sector mais institucional da recepção satélite, estamos mesmo perante um mercado sem grandes sinais de crise...
Francisco Vieira
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