TELE Satélite

‘Vencedores’ e ‘vencidos’


Agora que o ano 2009 está a chegar ao fim, impõe-se o tradicional balanço sobre os últimos doze meses de actividade do sector – ou melhor dizendo, dos sectores, já que a evolução do próprio mercado nacional e internacional das telecomunicações levou a TeleSatélite a alargar já as suas temáticas. E que não haja dúvidas de que o mercado do satélite, tanto a nível interno como externo, ficou este ano ainda mais reforçado: a sua dinamização levou a que existam hoje mais satélites em actividade, os quais são agora mais potentes e eficazes – logo, com mais espaço para receber um maior número de canais, além de mais abrangentes e de recepção simplificada; por outro lado, e como relembrou ainda há bem pouco tempo a TeleSatélite, o mercado português da televisão por satélite continua o seu crescimento, tanto em número de telespectadores (estima-se que existam agora mais de 1 milhão de parabólicas no nosso país), como na quantidade e qualidade de canais oferecidos, muito graças à concorrência “apertada” entre os operadores Zon e Meo, que transformam os lançamentos de canais HD e de funcionalidades inovadoras em verdadeiras “armas de convicção maciça”; sem esquecer que a recepção multisatélite, esta feita essencialmente em modo aberto, não codificado, voltou em 2009 a ganhar um novo fôlego, com – por exemplo – a “democratização” de novos terminais de recepção do tipo HD “recheados” de novas e muito interessantes funcionalidades, ou até as renovadas e inovadoras soluções envolvendo outros equipamentos de captação, bastando neste caso lembrarmo-nos de grandes novidades que “viram a luz do dia” nos últimos meses como – novos exemplos – os LNBs ópticos ou o sistema “Multiconnect”. Mas no meio dessas boas notícias e de tantos “vencedores”, há que lamentar no entanto um “vencido”, chamado TDT: anunciada em Abril passado com pompa e circunstância, a oferta de Televisão Digital Terrestre nacional, disponível nesta fase apenas em modo aberto, nunca chegou – pelo menos até aqui! – a (con)vencer, muito devido à falta de conteúdos atractivos; quem decide não soube ou não quis aproveitar uma oportunidade única para copiar um modelo que deu provas de sucesso no estrangeiro, ao promover dezenas de canais oferecidos em modo aberto ao mesmo tempo que se introduz funcionalidades inovadoras para grande parte da população. Assim, no seu balanço final torna-se bem evidente que este ano 2009 teve, claramente, tanto “vencedores” como “vencidos”...

Francisco Vieira

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