Sempre a subir
Numa altura em que muito se fala – inclusive aqui na Tele Satélite – das cada vez mais diversificadas ofertas televisivas distribuídas através de novas tecnologias (IPTV, fibra óptica, TDT, …) pelos operadores de telecomunicações no mercado nacional, este mesmo mercado quase que se esquecia de dar ênfase a uma evidência a merecer ainda maior destaque: o crescimento do número de antenas “parabólicas” instaladas em Portugal, as quais, segundo os mais recentes números oficiais, já ascendem (conforme destacado nesta edição) a mais de 1 milhão – somando o número de subscritores de pacotes “pay TV” e aquele referente aos que optam por uma recepção em sistema “free-to-air”, ou seja de acesso livre. A Tele Satélite, que há quase 18 anos escolheu “defender” e promover este mercado da recepção satélite, não poderia, obviamente, deixar de “puxar a brasa à sua sardinha” relativamente a esta nova realidade agora confirmada através de números oficiais – a qual por certo não deixará de surpreender tanto os profissionais do sector como os entusiastas –, dedicando-lhe pois, e com toda a justiça, a capa deste mês. Este número – impressionante, insistimos – vem também confirmar a validade e actualidade de uma iniciativa como o “Questionário Tele Satélite 2009”, publicado recentemente nesta publicação e que tinha como principal objectivo ajudar-nos a perceber melhor as escolhas e as aspirações dos telespectadores da TV via satélite e simultaneamente nossos leitores... Os resultados dessa iniciativa, extraordinariamente interessantes e nalguns casos mesmo surpreendentes, estão à vista nesta edição; ficando desde já prometido que a Tele Satélite saberá “ler” essas respostas, tentando assim continuar a agradar ao maior número possível de leitores/telespectadores. E se hoje nos surpreendemos com a dimensão e pujança do nosso parque de antenas parabólicas e afins, é provável que o futuro próximo nos traga ainda outras “alegrias”: por exemplo, com o crescente desenvolvimento das ofertas globais de internet por satélite – a esse respeito, é aguardado com muita expectativa o lançamento, já em 2010, do novo satélite KA-SAT da Eutelsat –, mas também com a mais que previsível oferta de canais da TDT nacional com distribuição via satélite (30º Oeste, seguramente); num e noutro caso, novidades destinadas essencialmente a servir as zonas do país sem acesso (ou com acesso deficiente) por via terrestre, confirmando ao mesmo tempo como garantida a realidade da recepção satélite portuguesa ter pela frente novos e importantes factores de crescimento. Perante este cenário, bem se pode dizer que, à imagem da oferta que os satélites difundem e que os utilizadores e entusiastas portugueses podem captar, também o número de “parabólicas” nacionais vai, tudo indica, continuar sempre a subir...
Francisco Vieira
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