Ao alcance de todos
No início da recepção satélite como hoje (mais ou menos) a conhecemos, os sistemas de captação dos poucos canais transmitidos eram constituídos por equipamentos caros, complexos, difíceis de encontrar, não muito práticos e, como consequência de tudo isso, a sua instalação exigia o recurso a profissionais especializados.
Mas, pouco mais de uma década passada, tudo evoluiu drasticamente.
Há muito que são lançados satélites exclusivamente destinados à redifusão de estações comerciais, para recepção do grande-público, muito mais potentes e abrangentes que antes. Os canais que podemos receber já não se somam nem às dezenas nem às centenas, antes aos milhares. A tecnologia, tanto a de emissão como a de recepção, sofreu um progresso tal que pode ser considerado como "da noite para o dia", nomeadamente depois do advento da tecnologia digital, hoje uma realidade verdadeiramente universal via satélite (o único meio de difusão que a adoptou já na íntegra). E isso teve um reflexo evidente sobretudo no equipamento de recepção: antenas, receptores, LNBs,… De facto, o material de recepção está agora disponível em praticamente qualquer sítio, como um vulgar produto de grande consumo.
E as "parabólicas", antes de dimensões quase gigantescas, "encolheram" a olhos vistos, mudaram de formas (veja-se, como exemplo, a antena revolucionária que a Tele Satélite apresenta nesta mesma edição) e tornaram-se quase banais, discretas, práticas de manejar e simples de instalar, convidando muitas vezes o utilizador, tal qual um normal electrodoméstico, a recorrer ao sistema "faça você mesmo" para a sua montagem.
Por isso mesmo, voltamos este mês ao tema "como instalar uma antena fixa", um tema mais que nunca - por tudo o que foi escrito atrás - actual e pertinente. E, afinal, prova adicional, provavelmente mesmo prova máxima, que a recepção satélite está cada vez mais divulgada, cada vez mais barata e também cada vez mais fácil; ou, definindo isso numa única expressão: cada vez mais ao alcance de todos.
Francisco Vieira
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