Ainda não vimos tudo...
A Alta Definição é hoje, inegavelmente, um dos temas dominantes no mercado da televisão temática, incluindo aquela disponibilizada via satélite. E a importância e actualidade do tema é agora de tal ordem que se torna difícil deixar de o referir, quase todos os meses, neste espaço. As próximas edições da Tele Satélite vão voltar a demonstrar isso mesmo, destacando as novidades adicionais em termos de tecnologia, equipamentos de recepção e conteúdos HD que se anunciam para muito breve. Mas, embora seja verdade que a TV de Alta Definição representa desde já uma real revolução na maneira como os telespectadores recebem as imagens e os sons no “pequeno ecrã” (o qual, já agora, está cada vez menos pequeno...), também o é que o conceito a que muitos chamam “a televisão do futuro” não vai terminar com a HDTV a que podemos já ter acesso. De facto, e se pensarmos em temas ainda mais recentes como a verdadeira TV interactiva finalmente (agora sim) já disponível, a tendência crescente de integração dos equipamentos A/V domésticos em unidades multimedia, os ecrãs do tipo OLED cuja vulgarização – tudo indica – se avizinha, a TV 3D (assunto justamente abordado no suplemento Alta Definição desta edição Tele Satélite), e se associarmos a isso a certeza de que vamos assistir em breve ao lançamento de terminais receptores satélite ainda mais potentes e funcionais bem como as notícias da chegada iminente de uma nova geração de retransmissores espaciais aptos a oferecer aos operadores seus clientes e respectivos destinatários finais novas possibilidades e novos serviços até aqui inimagináveis, então a conclusão só pode ser a de que, enquanto telespectadores e utilizadores da recepção satélite directa, e em termos de qualidade e possibilidades dos conteúdos que recebemos no nosso televisor, ainda não vimos tudo...
Francisco Vieira
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