O melhor ainda está para vir...
No final do último mês de Março, os serviços portugueses de televisão por satélite atingiram a meta do meio milhão de assinantes. O que equivale a um crescimento de 3,3% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior (final de Dezembro 2007), e mais 12,5% se comparado com o período homólogo de 2007. Em termos absolutos, durante o trimestre em análise o mercado da TV por assinatura distribuída via satélite contabilizou cerca de 16 mil novos aderentes. Estes números fazem parte dos dados estatísticos sobre a adesão aos serviços portugueses de televisão por cabo e DTH (Direct-To-Home, ou recepção directa, via satélite) regularmente divulgados pela Autoridade Nacional de Comunicações-ANACOM e referem-se ao final do primeiro trimestre do ano em curso. Os dados estatísticos, agora revelados, demonstram um crescimento importante dos assinantes DTH. Essa importância é, aliás, confirmada, uma vez mais, pelo facto do total de novos subscritores de serviços por assinatura propostos via satélite no território nacional representar, em termos absolutos e no 1º trimestre do ano, mais do dobro daqueles conseguidos pela TV por cabo, que cresceu apenas 0,5%: 16 mil novos assinantes DTH, 7 mil novos assinantes cabo. Esses números merecem destaque, é verdade, por significarem a importância crescente da distribuição satélite no mercado nacional da televisão por assinatura, apesar da dimensão bem superior e das possibilidades promocionais inigualáveis da TV por cabo, e apesar também da chegada de novas plataformas de distribuição televisiva. Mas, mais que isso, esses números fazem antever para os próximos meses uma aceleração ainda mais significativa da quota de mercado ocupada pela recepção satélite nos serviços “pay TV” propostos aos telespectadores portugueses, se pensarmos no lançamento, recentemente concretizado a bordo dos retransmissores espaciais dos 30° Oeste, de um novo super “bouquet” especificamente dirigido ao nosso país; isso, em conjunto com a “guerra” comercial e com o reforço promocional – hoje já visíveis – que resultam da existência de duas ofertas de grande qualidade e fortemente concorrenciais, fará com que, é mais que certo, possamos assistir em breve à fase de maior crescimento na história da TV por assinatura acessível via satélite em Portugal. Decididamente, pelo menos neste mercado, o melhor ainda está para vir...
Francisco Vieira
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