Novas oportunidades...
O número de utilizadores de equipamentos de recepção satélite continua a crescer em Portugal. Isso mesmo foi oficialmente comprovado pelos mais recentes dados estatísticos relativos à penetração da TV por assinatura no nosso país disponibilizados pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), de que fizemos o devido destaque na edição de Fevereiro da Tele Satélite: esses dados, referentes ao terceiro trimestre do ano passado, indicam que o serviço de distribuição de televisão através da tecnologia DTH (para recepção directa via satélite) conta com um número total de subscritores já muito próximo do meio milhão. Mais: ainda de acordo com os resultados divulgados pela Anacom, a recepção por satélite de serviços televisivos por assinatura (codificados) tem vindo a crescer a um ritmo no mínimo interessante (à escala nacional, 13 mil assinantes no último trimestre e 13,7% no último ano, valores ainda relativos a 30 Setembro 2007). A importância da recepção por satélite nesse mercado (dos assinantes portugueses de serviços “pay TV”) é mesmo realçada nos comentários com que essa entidade acompanha a divulgação desses resultados, ao sublinhar que “o DTH tem crescido mais rapidamente que o serviço de TV por cabo, aumentando assim lentamente a sua presença relativa no mercado”. E se pensarmos que esses dados dizem também respeito quase exclusivamente aos clientes do até há muito pouco tempo único serviço do género disponibilizado via satélite no nosso país, é fácil perceber que essa realidade – de crescimento regular e significativo da recepção DTH de ofertas codificadas – não só se vai manter actual como irá mesmo, seguramente, acentuar-se, sobretudo com a chegada iminente de um novo serviço do género especificamente dedicado a Portugal, a comercializar à escala nacional, de filosofia comercial e igualmente promovido por um operador de grande dimensão. Assim, não restam muitas dúvidas que, para os intervenientes directos no mercado nacional dos serviços, equipamentos e produtos ligados à recepção satélite, e nomeadamente para quem faz disso a sua vida profissional, os próximos tempos deverão mesmo trazer novas oportunidades...
Francisco Vieira
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