A melhor possível...
A recepção satélite actual proporciona aos seus entusiastas e utilizadores uma infinidade de estações televisivas (para falar apenas nessas). Mesmo que nos concentremos nos retransmissores espaciais mais populares, mais facilmente captáveis e de maior interesse para o nosso mercado, ainda assim os canais de recepção possível e de emissão regular continuam a ser em grande número. Assim sendo, para a Tele Satélite, tal como para qualquer outra publicação do género, conseguir publicar a programação mensal de todos esses canais revela-se um exercício verdadeiramente impossível. Pelo que a nossa opção foi sempre a de dar prioridade às estações mais populares entre os nossos leitores e mais interessantes, à partida, para o mercado português; e essa selecção foi sempre feita tendo por base a escolha dos leitores da Tele Satélite, manifestada nos habituais questionários que esta revista periodicamente publica. Só que... essa opção está a tornar-se, mês após mês, de aplicação prática cada vez mais difícil. Por várias razões. Primeiro, porque há cada vez mais canais por satélite e, entre eles, cada vez mais canais de grande interesse para o nosso mercado; depois, porque o espaço disponível nesta revista para essa informação é de alguma forma limitado e não pode crescer, sob risco de retirar páginas a outras secções e informações ainda mais interessantes (e aumentar permanentemente o número de páginas da revista não é, obviamente, solução razoável); e também por haver um número crescente de leitores a questionar a validade dessa informação (programação dos canais), sugerindo dedicar antes esse espaço a rubricas ainda mais populares, como – por exemplo – os nossos exclusivos mapas dos satélites, canais e respectivos parâmetros de difusão. E como não parece haver outra solução (pelo menos por enquanto) senão uma de compromisso, a Tele Satélite optou mesmo por abdicar, pouco a pouco, de publicar a programação mensal daqueles canais por satélite julgados não absolutamente indispensáveis, enquanto trabalha numa solução para continuar a fornecer essa informação a quem dela não abdica (solução que em breve será dada a conhecer), e conseguindo assim um pouco mais de espaço para potenciar secções e artigos de validade inquestionável. É exactamente isso que sucede já nesta edição, com os mapas dos satélites a “ganharem” um pouco de espaço à programação, espaço esse aproveitado neste caso para publicar a tabela de todas as emissões TV em Alta Definição actualmente disponíveis via satélite na Europa, que a partir de agora será presença mensal nesta revista. Esta solução será progressivamente aplicada em edições futuras da Tele Satélite. É verdade que pode não ser a solução ideal, mas, face aos condicionalismos e limitações acima referidos, é de facto a melhor possível...
Francisco Vieira
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