A olhos vistos...
O mercado português da recepção satélite por assinatura (isto é dos serviços codificados e acessíveis apenas através do pagamento de uma mensalidade) cresceu 16,3% no último ano. Esse dado, agora revelado, tem origem na Anacom-Autoridade Nacional de Comunicações e refere-se ao final do mês de Junho de 2007: “No final do 2º trimestre deste ano, o serviço de distribuição de televisão através da tecnologia Direct To Home (DTH) contava com um total de 445 mil assinantes, mais 0,2% do que no trimestre anterior e mais 16,3% do que no mesmo trimestre de 2006”. Pela análise dos mais recentes dados estatísticos sobre este mercado tornados públicos pela Anacom, conclui-se ainda que, em termos absolutos e durante o trimestre em análise, contabilizaram-se mais mil assinantes dos serviços televisivos por subscrição distribuídos por satélite. Os assinantes que recebem por essa via (satélite) serviços televisivos são agora (ou melhor, em finais de Junho último) cerca de 23,5% (quase 1 em cada 4) do universo total de subscritores de “pay TV” em Portugal, sendo a plataforma de distribuição satélite mesmo predominante (face ao cabo) na região do Alentejo (onde o DTH representa cerca de 54% do total de alojamentos nacionais com acesso a estes serviços); o investimento na distribuição por satélite destaca-se também nos Açores (onde os assinantes que utilizam esta plataforma representam 45% dos clientes de televisão paga) e na região Centro do país (43,3%). E, em jeito de conclusão, a Anacom sublinha até que “o DTH tem crescido mais rapidamente do que o serviço de TV por cabo, aumentando assim lentamente a sua presença relativa no mercado”. As óbvias e inquestionáveis mais-valias da distribuição por satélite são assim novamente, e ainda mais que anteriormente, postas em evidência, demonstrando isso que, mesmo quando se fala de serviços a pagar (num mercado em que – é preciso não esquecer – os seus utilizadores têm também à disposição uma vastíssima oferta de acesso livre, gratuito), a recepção televisiva através de uma “parabólica” continua a crescer a olhos vistos...
Francisco Vieira
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