Qualidade e quantidade...
O satélite será a plataforma dominante no mercado europeu da Televisão de Alta Definição (TVAD, ou, em inglês, HDTV) pelo menos nos próximos 4 anos. Essa é a principal conclusão que salta à vista da leitura do relatório “O Futuro da Televisão de Alta Definição – Edição 2007” da autoria da empresa consultora IMS Research, relatório dado a conhecer recentemente. Ainda de acordo com os dados agora revelados por esse respeitado gabinete de estudos, o mercado da HDTV irá conhecer um acentuado crescimento em todo o Mundo até 2011, atingindo então, estima-se, um total de 148 milhões de lares, 41% dos quais deverão receber esta nova tecnologia televisiva através dos satélites geoestacionários para fins comerciais. Assim, os consumidores europeus de conteúdos oferecidos pelo “pequeno ecrã” que quiserem usufruir na íntegra da qualidade única permitida pela TVAD dificilmente poderão dispensar a recepção satélite, já que será este – como volta a comprovar o estudo independente e imparcial acima referido – o principal meio de transmissão da Alta Definição, ao ir disponibilizar seguramente o maior número de canais nesse sistema. E se é verdade que outros veículos de transmissão televisiva, como o cabo, os pacotes IPTV ou a (ainda e sempre longínqua) TDT disporão, mais tarde ou mais cedo, deste tipo de conteúdos nos seus serviços, também o é que qualquer deles dificilmente poderá igualar em qualidade e rivalizar em quantidade com a oferta de conteúdos TVAD que o satélite vai disponibilizar. Ou seja: em termos de canais televisivos ao dispor do telespectador, pelo menos nos anos mais próximos a difusão por satélite vai continuar a significar, tal como hoje, qualidade e quantidade sem igual...
Francisco Vieira
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