Ontem como hoje...
Um estudo agora publicado pela Understanding & Solutions, uma empresa britânica de consultoria e informação especializada na análise do desenvolvimento global nos mercados dos meios de entretenimento, electrónica de consumo, difusão, digital, etc..., estima que em 2010 os lares da Europa Ocidental equipados com ecrãs televisivos “HD Ready” deverão chegar aos 115 milhões. Outra conclusão divulgada é a de que os consumidores europeus estão já hoje ansiosos por conteúdos em Alta Definição, de modo a tirar total partido dos seus ecrãs HD. E aqui, diz ainda esse estudo de mercado, o satélite vai desempenhar o papel principal no que diz respeito a meios de difusão de canais em Alta Definição. De facto, a Understanding & Solutions prevê que a Televisão de Alta Definição não irá registar grande progresso na TDT (Televisão Digital Terrestre) europeia, após as sucessivas etapas de “apagão analógico” (isto é, passagem a uma difusão totalmente digital) que os vários estados membros da União Europeia vão adoptar (data limite: 2012); essa previsão avança como explicação primeira para isso acontecer as limitações em termos de espaço no espectro radioeléctrico. Quanto ao cabo, a TV de Alta Definição não poderá ser – afirma essa consultora especializada – uma realidade muito presente nesta plataforma de difusão antes que todos os operadores adoptem a tecnologia digital e o standard de compressão de vídeo MPEG-4 AVC. Da mesma forma, para a autora deste estudo aqui referido a agora muito falada IPTV (rudimentarmente, Televisão por Internet) também não será um veículo preferencial de conteúdos televisivos AD, já que – diz a Understanding & Solutions – o seu papel principal será antes o de fornecer serviços adicionais como o “video on demand”. Assim, a conclusão é que, entre os meios de transmissão televisiva, o satélite irá dominar o mercado de conteúdos em Alta Definição, sendo a difusão satélite o veículo ideal para disponibilizar aos consumidores europeus canais e serviços de TVAD. Ou seja, uma prova mais do papel decisivo que os satélites geoestacionários de telecomunicações desempenham e vão continuar a desempenhar no futuro próximo, ontem (como aconteceu, por exemplo, com a TV digital, de que foi o meio de difusão pioneiro) como hoje (com a TVAD) na vanguarda dos sistemas de transmissão televisiva ao serviço do consumidor...
Francisco Vieira
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