Incontornável...
Como os leitores poderão ver nas páginas 18 e 19, um dos temas a merecer destaque nesta última edição Tele Satélite de 2006 é a IPTV, o novo conceito de distribuição televisiva via – digamos assim, para simplificar – internet. A razão para esse destaque é mais que óbvia: como refere o artigo em causa, não apenas este novo conceito foi já adoptado, como tudo deixa antever que a sua divulgação irá crescer significativamente nos próximos tempos, a ponto de tornar a IPTV (que representa para o consumidor, na realidade e graças à versatilidade desta tecnologia, um conjunto de serviços mais abrangente que a simples oferta televisiva) um concorrente sério dos outros suportes de distribuição de canais TV, já instalados. Mas se essa é uma razão mais que válida para justificar o destaque de artigo aqui publicado, não será ainda assim – perguntar-se-ão por certo os leitores mais atentos –, à partida, um tema sem lugar numa revista como esta, antes de mais dedicada ao conceito da difusão/recepção por satélite? A resposta é, decididamente, não. E é não porque, além do interesse óbvio da tecnologia IPTV e além do interesse óbvio para o consumidor que este tipo de solução representa, a verdade é que a Televisão segundo protocolo internet poderá estar ligada também à difusão via satélite; de facto, e como iremos ver num próximo texto sobre o tema, continuação daquele inaugurado nesta edição da Tele Satélite, a recepção satélite poderá mesmo ter um papel a dizer, enquanto possível meio difusor, nesta novidade que agora apresentamos. Ou seja, a exemplo do que já acontece – por exemplo – com a Televisão Digital Terrestre (TDT), que em França recorre à distribuição satélite para completar a sua cobertura, mesmo com o aparecimento de novas soluções de transmissão/recepção a tecnologia que se baseia na utilização de satélites geoestacionários mantém-se, hoje como antes, verdadeiramente incontornável…
Francisco Vieira
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