“Boa forma”...
O mercado da recepção satélite não pára de surpreender, mesmo os conhecedores mais atentos.
Com assinalável regularidade, as novidades sucedem-se.
Já para não falar dos conteúdos, como os canais televisivos, que “nascem” praticamente todos os dias, se nos concentrarmos apenas nos equipamentos de recepção das emissões via satélite reparamos, sem grande dificuldade, que novidades é coisa que nunca falta.
De facto, sempre que alguém vaticina o estagnamento deste mercado pela diminuição de motivos de interesse nos aparelhos de recepção, a realidade imediata vem desmentir esses prognósticos, numa demonstração adicional da pujança da tecnologia que está na base deste conceito (a recepção satélite).
E se considerarmos o que acontece hoje, fácil é constatar que isso está novamente a acontecer…
Por um lado, os terminais receptores actuais são cada vez mais evoluídos, não só no sentido de tornar mais simples e fácil a sua operação pelos consumidores como também no de oferecer a integração de funcionalidades de grande utilidade.
De que são bons exemplos os discos rígidos aptos a gravar programas no mesmo dispositivo que os permite receber, com todas as vantagens práticas daí resultantes; ou os múltiplos sistemas de controlo de acesso e respectivas interfaces de leitura incluídos de série nalguns equipamentos, o que permite - pelo menos teoricamente - transitar entre conteúdos televisivos por assinatura sem ser necessário trocar de receptor/descodificador.
Da mesma forma, o recente lançamento das primeiras emissões via satélite em TV de Alta Definição deu ao negócio especializado do ramo uma nova e muito importante oportunidade, possibilitando na prática a abertura de um novo mercado: é que os utilizadores só poderão aceder às emissões nessa nova tecnologia se comprarem um receptor satélite TVAD; e se pensarmos no que pode representar este mercado num futuro breve…
Finalmente, e falando apenas das oportunidades mais recentes e dos terminais, outra novidade nos aparelhos receptores de televisão por satélite é a chegada do primeiro modelo apto a instalar e actualizar em permanência, de modo totalmente automático, todos os canais que se podem receber, facilitando como nunca a vida aos entusiastas e “zappers”.
Ou seja, pelo menos no que diz respeito a este (importante e decisivo) capítulo que é o dos equipamentos onde se sintonizam os canais, a recepção satélite está hoje, e provavelmente como poucas vezes esteve antes, em muito
“boa forma”…
Francisco Vieira
|