Em todo o lado...
A televisão já não é o que era.
Prova disso mesmo são não apenas os conteúdos televisivos, hoje tão diversificados ao ponto de podermos receber em simultâneo centenas de canais e tão especializados que existem já estações sobre praticamente todas as temáticas (diversificação e especialização que os utilizadores da recepção televisiva via satélite conhecem melhor que ninguém), mas também os suportes de recepção televisiva.
Assim, além do tradicional “pequeno ecrã” colocado em lugar de destaque na sala de estar de nossas casas, os aparelhos de recepção evoluíram não apenas no sentido de ficarem mais performantes, maiores, mais finos e mais versáteis como mesmo deixando o espaço físico a que inicialmente se destinavam, passando a marcar presença também – por exemplo – no quarto e no ecrã do computador; e essa mobilidade ganhou nos últimos tempos uma ainda maior dimensão, com o advento da recepção televisiva via… telemóvel.
Um fenómeno em grande expansão, como bem o comprova a adesão da maioria dos canais televisivos e, claro, dos operadores de serviços móveis (em Portugal os três operadores presentes no mercado disponibilizam já este tipo de serviço, propondo um pacote alargado de canais): segundo um recente estudo pan-europeu, o negócio da transmissão de conteúdos televisivos via telemóvel deverá representar 6% das receitas dos operadores móveis europeus em 2010, chegando mesmo aos 15% em 2015.
Pode-se argumentar que não é a mesma coisa ver televisão no (este sim) pequeno ecrã do telemóvel, mas o que mais interessa é, também neste caso, o princípio: com a possibilidade de receber emissões no telemóvel, a televisão está, agora sim, em todo o lado...
Francisco Vieira
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