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De acordo com dados oficiais recentemente divulgados pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), e correspondentes às estatísticas do último trimestre de 2005, no final do ano passado o serviço de distribuição de televisão através da tecnologia “Direct-To-Home” (DTH), ou seja, para recepção directa via satélite, contava com 394 mil assinantes em Portugal.
Esse será, grosso modo, o número total de aderentes ao “bouquet” TV Cabo dos Hispasat, a única plataforma por assinatura estabelecida e especificamente dirigida ao mercado nacional, logo, é fácil concluir, aquela cujos dados são auditados.
Mais que os números totais, já por si deveras significativos, merece particular destaque a progressão que eles evidenciam e que a Anacom divulgou na mesma ocasião: o total de 394 mil subscritores de serviços televisivos via DTH em finais de Dezembro último indica um crescimento de 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (final de Setembro 2005) e - ainda mais importante - de 5,1% face ao período homólogo de 2004; ou seja, no último ano o mercado português de assinantes de TV por satélite cresceu 5,1%, o que representa, em termos absolutos, cerca de 20 mil novos clientes.
Ora o mais significativo é que, se compararmos isso com os dados (igualmente provenientes da Anacom e referentes ao final de 2005) da distribuição de televisão via redes de cabo no nosso país (57 mil novos aderentes no último ano, mas num universo total de mais de 1,3 milhões), chegamos à conclusão que a recepção satélite cresceu, em termos relativos, mais que a recepção por cabo: 5,1% (satélite) contra 4,3% (cabo).
E se pensarmos que esses dados dizem respeito apenas ao mercado por assinatura (mercado que na distribuição por cabo é igual ao universo considerado, mas na distribuição por satélite não, já que existe ainda a recepção livre, sem subscrição), então parece ser evidente que a recepção de TV por satélite no nosso país continua de boa saúde e recomenda-se...
Francisco Vieira
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