‘À medida’…
O objectivo de qualquer publicação tão especializada como esta é, antes de mais, responder ao que dela esperam os leitores. Ou pelo menos a maioria deles.
Já que quase nunca é possível seguir os gostos ou sugestões de todos. Mas, pese embora essa limitação óbvia, ainda assim há por vezes gostos, sugestões ou opiniões que estão muito próximo da unanimidade, sendo manifestados por um vasto número de destinatários da revista. Pois bem, desta vez decidimos passar à prática, de uma assentada, várias excepções a essa regra (a de não ser possível agradar a todos), correspondendo nesta edição a alguns dos pedidos mais insistentemente formulados por um vastíssimo número de leitores da Tele Satélite…
Para começar, actualizando a publicação de um artigo que refere o tema dos preços (ainda que apenas indicativos, obviamente) de acesso aos principais componentes de um sistema de recepção satélite, em função dos vários tipos de recepção possíveis e sem esquecer o custo de adesão aos canais e “bouquets” por assinatura; esta última secção é inaugurada com o “bouquet” português da TV Cabo e terá continuação em próximas edições.
Depois, respondendo de forma positiva aos múltiplos comentários referindo a necessidade e o interesse de alargar os testes de apresentação, descrição e avaliação dos receptores e demais equipamentos de recepção, uma das secções, dizem as sondagens que regularmente publicamos, mais populares; a partir deste número da Tele Satélite, em vez de apenas um passamos a incluir na mesma edição vários testes a terminais ou outros produtos para recepção satélite (ou de outro tipo).
Finalmente, e talvez a novidade mais esperada, face ao volume de chamadas de atenção para a dificuldade acrescida na leitura dos parâmetros de sintonia presentes nos habituais e muito úteis mapas dos satélites, a partir de agora voltamos à fórmula antiga, apresentando esses dados num formato simplificado e em corpo de letra maior, facilitando assim a sua consulta mais pormenorizada; e ainda que essa opção implique obrigatoriamente excluir dos mapas dos satélites alguma da informação ultimamente aí publicada (como as rádios digitais ou os satélites em banda C), fica no entanto garantida a publicação dos satélites e tipo de emissões de maior interesse para o nosso mercado.
Como demonstram as alterações agora inauguradas, este número da Tele Satélite foi, mais que nunca, pensado para ir ao encontro dos gostos e preferências manifestados pela maioria dos nossos leitores; para eles, esta é mesmo, podemos bem dizê-lo, uma edição feita “à medida”…
Francisco Vieira
|