Liberdade de escolha
1,5 milhões de portugueses têm acesso à recepção satélite!
O estudo de audiências televisivas na Europa, nomeadamente da recepção de TV via satélite e via cabo, que está na base deste dado tem origem na SES Astra, operadora dos retransmissores do mesmo nome, facto que o torna insuspeito e merecedor do maior crédito.
De facto, o estudo “Satellite Monitors” da Astra tem um carácter que vai muito além da simples promoção – como é mais ou menos comum nos estudos de audiências –, abrangendo múltiplos factores e revelando-se um instrumento de avaliação global de grande seriedade e utilidade prática.
E este dado, que muito justamente destacamos em pormenor nesta edição da Tele Satélite, vem demonstrar que a recepção satélite continua a ser uma realidade inquestionável e um fenómeno de dimensão apreciável no nosso país.
Sobretudo se considerarmos que este meio de recepção televisiva chegou a ser posto em causa (o que, de algum modo, ainda acontece, embora em bem menor extensão) e mesmo combatido no panorama audiovisual português, por intervenientes pouco esclarecidos ou movidos por interesses alheios ao desejável e indispensável espírito de livre concorrência.
Não pode deixar, por isso, de merecer esta referência o dado agora revelado pelo operador de um dos sistemas de satélite mais populares e que aqui destacamos.
Ele serve também, por outro lado, para nos relembrar a todos que este tipo de recepção televisiva, feita através de uma antena de captação satélite, mantém-se como o mais prático, flexível, avançado, evolutivo e (muitas vezes) até o mais económico entre todos os meios que podemos hoje usar para ver e ouvir TV.
E que, acima de tudo, nenhum outro oferece tanto daquilo que melhor o define face aos meios concorrentes, de igual modo daquilo que, afinal, o fez sobreviver e até desenvolver mesmo depois de ter sido ferozmente combatido: liberdade de escolha.
Francisco Vieira
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