Surpresa!…
Nestes quase doze anos de publicação ininterrupta da edição portuguesa da Tele Satélite, recebemos regularmente (na realidade, todos os dias!) dos leitores mais entusiastas contactos, comentários, análises, pedidos e críticas. Muitos deles, invariavelmente, bem pertinentes, actuais e atentos. Mas se algum tivessemos que escolher como (provavelmente) o mais pertinente, ou (seguramente) o mais insistente, esse seria o comentário ou pedido referindo o desejo de mais informação na secção dos habituais mapas dos satélites (as tabelas que agrupam, satélite a satélite, as emissões disponíveis: canais, respectivas frequências, descrição das emissões,…). Ora a isso foi (quase) sempre muito difícil responder positivamente. E por uma razão principal, senão mesmo a única: é que, consequência do próprio sucesso do conceito que está na base da recepção satélite, o espaço da revista necessário à publicação dessa informação cresceu exponencialmente nos últimos anos. Ou seja, cresceu à medida dos canais disponíveis para recepção.
Isto é: da meia-dúzia de satélites e das poucas dezenas de canais neles emitidos do início da Tele Satélite, passámos rapidamente para muitos mais satélites e para largas centenas de emissões; uma realidade "agravada" com o advento da TV digital, justamente caracterizada pela possibilidade de difusão de um muito maior número de canais em cada frequência disponível. Assim, as poucas páginas iniciais dedicadas a essas tabelas tiveram - obrigatoriamente - que "crescer"… mas não indefinidamente (já que isso teria custos irrealistas e incomportáveis), o que obrigou a prescindir de alguma da informação disponível.
Até agora! Porque, tal como tinha antes (e múltiplas vezes) prometido, a Tele Satélite aproveitou a primeira oportunidade para, mesmo sem fazer necessariamente crescer a paginação da revista (se bem que este número volta a atingir o limite máximo: 116 páginas), redefinir prioridades e publicar o máximo de informação possível sobre as tão cobiçadas tabelas de satélites/canais. E, face à "chuva" de pedidos recebidos a propósito, a decisão foi mesmo publicar toda a informação disponível: além da habitual, também os satélites mais longínquos e os mais difíceis de receber; além das emissões livres e facilmente acessíveis, também aquelas que correspondem a "bouquets" e conjuntos de emissões de acesso (teoricamente) reservado a outros mercados; enfim… tudo! A verdade é que, afinal, e mesmo que tenhamos que prescindir de alguma outra informação, sabemos bem que se há novidade que deva recolher a unanimidade dos leitores ela será mesmo esta.
Esperamos que gostem da "surpresa"…
Francisco Vieira
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