Europa mais unida
A Comissão Europeia levou recentemente a cabo um estudo sobre o panorama audiovisual nos países da União. Alguns dos resultados desse estudo, apesar de – de alguma forma – esperados, não deixam de surpreender. Demonstrando que o fenómeno Televisão representa hoje, mais que a própria tecnologia de informação e entretenimento audiovisual, mesmo um verdadeiro factor de grande relevância social, civilizacional e política. E que, mais que qualquer outra forma ou princípio de transmissão/recepção televisiva, a TV por Satélite é hoje, e de longe, o meio que mais contribui para o desenvolvimento da Televisão comunitária.
Fixemo-nos nalguns resultados desse estudo: graças aos satélites, são cada vez em maior número os canais visíveis em mais de um país da União Europeia; graças aos satélites (que aplicam como nenhum outro meio de difusão televisiva a tecnologia de ponta actual, como - por exemplo - a compressão digital de sinais, tecnologia que possibilita a transmissão de um vasto número de canais num mesmo repetidor, o que representa ao mesmo tempo uma assinalável economia de custos de difusão), dos cerca de 500 canais de TV nacional existentes no início de 2001 passámos hoje a mais de 800; graças aos satélites, a adopção da televisão digital progride de forma assinalável (estando hoje presente em mais de 20 milhões de lares continentais).
Os resultados desse estudo só se esqueceram de destacar aquilo que de mais importante a TV Satélite representa para a Europa comunitária. E que é o facto dessa tecnologia ser mesmo um dos exemplos máximos daquele que é um dos conceitos básicos que regem a União Europeia: a inexistência de fronteiras reais, a total liberdade de circulação, de acesso ao espaço dos Quinze.
Ou seja, a TV Satélite pode bem ser considerada um verdadeiro “estandarte” da Europa, também graças a ela (TV Satélite) cada vez mais… unida.
Francisco Vieira
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