Sinal dos tempos
N este primeiro mês do novo ano, a Tele Satélite volta a dar destaque de tema principal da edição às antenas de recepção, vulgo "parabólicas". Mais concretamente aos diâmetros das antenas que os cálculos teóricos recomendam para captar em condições optimizadas os principais retransmissores espaciais com emissões disponíveis no nosso território.
Além do interesse óbvio do tema, logo à partida suficiente para justificar voltarmos a ele nesta edição de Janeiro 2003, o facto de nos últimos meses terem entrado ao serviço novos satélites, mais potentes e com cobertura optimizada, bem como o facto de outros retransmissores terem substituído engenhos mais antigos na mesma posição orbital, fazem com que (como explicado em detalhe no texto que acompanha a tabela descritiva dos diâmetros recomendados) este assunto seja suficientemente actual para merecer esse destaque.
Mas, além dos diâmetros indicativos recomendados para a recepção de cada um dos principais satélites, da leitura dessa tabela actualizada salta à vista, pelo menos para os entusiastas mais antigos destas "andanças", outro dado a destacar: os próprios valores dos diâmetros de antena.
Se atentarmos bem, a esmagadora maioria dos satélites actuais que mais nos interessam pode ser recebida na totalidade do território nacional com antenas de diâmetro inferior a um metro!
Para quem conheceu a realidade dos diâmetros de antena há menos de uma década, quando 1,80m ou mesmo 2 metros eram valores quase standard, isso não pode deixar de ser um sinal bem evidente da impressionante e acelerada evolução que, na prática, o mercado da recepção satélite sofreu em apenas alguns (poucos) anos.
Um verdadeiro sinal dos tempos...
Francisco Vieira
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