A hora da verdade...
Em primeiro lugar, nesta primeira edição do novo ano aproveitamos para endereçar a todos os leitores, parceiros e amigos da TeleSatélite, os nossos melhores votos de um excelente 2012, preferencialmente repleto também de novidades tecnológicas... a descobrir, claro, mês a mês nestas páginas. E por falar em novidades, é impossível passar ao lado da verdadeira “revolução” que aí vem, já a partir deste mês: estamos sim a falar do “apagão analógico” a nível nacional, cuja primeira fase está prevista para o dia 12 de Janeiro, envolvendo grande parte da faixa litoral do território continental. As importantes mudanças que a chegada da TV Digital Terrestre vai trazer não terão a ver – como bem se sabe, e infelizmente – com a oferta de canais disponibilizados pela TDT portuguesa, já que – tal como repetidas vezes aqui criticámos – não se soube (ou não se quis!) aproveitar esta transição analógico-digital para disponibilizar ao consumidor português um leque de canais, gratuitos ou pagos, minimamente atractivos – como, aliás, aconteceu nos restantes países europeus... De facto, a verdadeira novidade vai fazer sentir-se sim em termos tecnológicos, com a obrigatoriedade de adaptar o(s) equipamento(s) de recepção televisiva (terrestre, claro) lá de casa à tecnologia digital. E é aqui que o nosso mercado vai ser posto à prova... Estarão todos os telespectadores prontos no “dia D” para esta transição? Haverá equipamentos em número suficiente para satisfazer os pedidos de última hora? E será que os telespectadores estão já suficientemente informados sobre esta tão importante mudança? Olhando para as notícias divulgadas nos meses mais recentes, não há motivos para grande optimismo... No que nos diz respeito, ao longo dos últimos anos tentámos contribuir para que os nossos leitores estivessem atempadamente informados e preparados para este “switch-off” que vai afectar, daqui até Abril de 2012, cerca de 1,3 milhões de lares portugueses. E agora, a partir deste mês, aproveitando o início do calendário do “apagão analógico”, voltamos em força ao tema, auxiliando quem ainda não tenha “migrado” para a recepção TDT ou quem ainda tenha dúvidas através de um guia especial “100% TDT” (cuja 1ª parte é publicada já nesta edição), que vai explicar de forma simples, prática e resumida tudo aquilo que implica a chegada da Televisão Digital Terrestre. Incluindo, bem entendido, a possibilidade de recepção das novas emissões televisivas em modo digital também por via satélite (capítulo em que, também aqui, muitas dúvidas subsistem ainda...), meio de distribuição a que terão de recorrer todos aqueles (não tão poucos quanto isso...) que, nomeadamente por limitações da cobertura terrestre, não as conseguem receber de outra forma (neste caso, e uma vez mais, apenas o satélite é a solução...). Seja pela via terrestre tradicional ou através da distribuição por satélite, para a TDT portuguesa chegou a hora da verdade...
Francisco Vieira
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