Um "cheirinho" a Alta Definição
Ao escolhermos falar neste editorial do tema da oferta de canais em Alta Definição difundidos via satélite pelos dois operadores nacionais, Zon e Meo, apenas estamos a fazer eco do debate instalado há já algum tempo no site desta publicação – www.telesatelite.net – entre os nossos leitores/internautas, muitos dos quais (des)esperam por um reforço substancial dessa oferta, pelo menos ao nível daquilo que existe na correspondente distribuição por via “terrestre” (cabo, IPTV...). Para todos aqueles que têm alimentado esses espaços de debate e que são clientes dos serviços (satélite) desses mesmos operadores, as notícias mais recentes relativas à chegada de mais conteúdos em HD, assim como a reorganização da grelha de canais disponibilizada nesta tecnologia por um deles (ver secção “Notícias” desta edição), serão obviamente motivo de satisfação. Ainda assim, e apesar deste “upgrade” que merece ser destacado, é bem evidente a ânsia por mais conteúdos HD, numa tentativa desses clientes reclamarem (justamente, aliás) que a oferta satélite de canais em Alta Definição iguale, por um lado, a realidade existente nas redes de fibra, IPTV ou cabo dos operadores em causa; e, por outro, que se aproxime das propostas de “sonho” de um pacote de referência neste mercado como é o britânico Sky Digital, que há muito ultrapassou a barreira dos 50 canais HD – além de propor emissões regulares em tecnologia 3D. Nesse sentido, as notícias do último mês trazem alguma esperança, a que se junta ainda o facto de existir por cá uma margem de progressão bastante grande, considerando inclusive que o mais recente dos satélites Hispasat (1E, cuja entrada em funcionamento veio disponibilizar renovada capacidade de difusão nos 30° Oeste, tornando assim aparentemente ultrapassável a limitação com que se justificam os operadores “pay TV” nacionais para não conseguirem difundir via satélite a mesma oferta proposta através dos outros meios de distribuição televisiva) pouco tem (ainda?) sido explorado. Até essa esperança se concretizar realmente, resta-nos ir desfrutando deste “cheirinho” a Alta Definição...
Francisco Vieira
|