Numa palavra... 'pirata'
O tema codificação volta a ser assunto de destaque nesta edição Tele Satélite/Cinema em Casa, dando o mote a um dossier que, dada a sua extensão, vai preencher várias páginas das próximas edições desta publicação.
Ao longo desse dossier especial, o qual irá abordar múltiplas vertentes deste tema (da tecnologia à legislação, do mercado aos preços, dos operadores à actualização dos sistemas e aparelhos), a Tele Satélite tentará informar os seus leitores de forma isenta, rigorosa e objectiva; como, aliás, lhe compete. É que para uma edição jornalística que se quer profissional e ética não é suposto, bem entendido, começarr logo por manifestar explicitamente qualquer tipo de preferência, opinião apreciativa ou crítica face a qualquer actor deste mercado da recepção satélite; compete-nos, antes de mais, informar os leitores, o que só pode ser feito justamente com isenção e rigor.
Os comerciantes "paralelos" do satélite (como em muitas outras áreas) existem e continuarão, de uma forma ou outra, a existir. Para muitos, essa actividade não será mais que uma extensão lógica da sua actuação no mercado. E, por outro lado, enquanto existirem sistemas "fechados" e emissões apetecíveis, este tipo de actividade "paralela" terá sempre tendência a manifestar-se. Não adianta negar ou esconder essa realidade.
Mas essa nossa intenção, mesmo obrigação, de informar os leitores com isenção e rigor não significa que não nos manifestemos, no final, apreciativamente. Antes do mais, do ponto de vista moral. E isso devemos tanto aos leitores como a nós próprios, à nossa consciência. E, aí, não há muito que hesitar: ainda que tecnológica e humanamente "compreensível", a actividade "paralela" tem como objectivo claro ganhar dinheiro à custa do esforço e do investimento dos outros (operadores de emissões e consumidores). Ainda por cima, de modo fácil, injusto e irresponsável, normalmente sem qualquer tipo de garantias para quem compra. Com isso, está bom de ver, nunca iremos, pessoal ou profissionalmente, pactuar. E nunca deixaremos de alertar, agora como na primeira hora da Tele Satélite, para os riscos de um investimento num equipamento ou produto, ainda que tentador, demasiado arriscado e, acima de tudo, patrocinador de uma actividade claramente ilegal, desonesta e imoral. Numa palavra… "pirata".
Para todos vós, estimados leitores da Tele Satélite/Cinema em Casa, os melhores votos de Feliz Natal e Bom Ano 2003.
Francisco Vieira
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