3D: o ano da confirmação...
Com o início de mais um ano, surgem invariavelmente os “palpites” sobre aquelas que deverão ser as (novas) tecnologias a vingar ao longo dos próximos doze meses, de modo a tornarem-se um hábito de consumo num número cada vez maior de lares. Não querendo desfazer aqui o conteúdo do artigo especificamente dedicado às novidades previstas para 2011, disponível no interior desta edição, queremos antes aproveitar este espaço de opinião para deixar aqui precisamente uma (opinião) sobre um tema que tem sido muito badalado nos últimos tempos mas que, ao mesmo tempo, tem levantado algumas “suspeitas”: estamos a falar em concreto da TV3D, apontada como uma autêntica revolução no ano transacto mas que, depois de um Mundial de Futebol para o qual muito foi prometido e pouco cumprido, perdeu (grande) parte do seu fulgor inicial, levando inclusive alguns a duvidar que a televisão a três dimensões possa ser um caso de sucesso, pelo menos no imediato. Felizmente, pensamos nós, há operadores de televisão por satélite que pretendem provar exactamente o contrário, desenvolvendo ofertas comerciais que levam a crer que, afinal, o mercado está “au point” para o consumo deste tipo de produtos: depois do “bouquet” britânico Sky Digital se ter lançado neste mercado no passado mês de Outubro, com os inúmeros conteúdos que têm sido amplamente referidos aqui na TeleSatélite, poucos dias antes do Natal foi a vez do pacote nórdico Viasat Broadcasting, difundido nos satélites Astra, oferecer uma “prenda” especial aos seus assinantes, anunciando o chegada do serviço Viasat 3D. Entre outros conteúdos (nomeadamente cinematográficos) disponibilizados aos clientes em sistema “on demand”, sabe-se que dele constarão um grande número de jogos da Liga dos Campeões (Futebol) da UEFA, desde os oitavos-de-final até à final prevista para Wembley. Um exemplo que, acreditamos, deverá rapidamente ser “copiado” por outros fornecedores de conteúdos televisivos – incluindo a nível nacional, esperemos... –, aproveitando também as mais-valias técnicas das transmissões por satélite e a venda crescente de televisores 3D ou 3D Ready para o lançamento de um novo nicho de mercado. Em termos de televisão 3D, se 2010 foi o ano do entusiasmo inicial e das primeiras experiências, agora, e depois de algumas dúvidas, esperemos que 2011 seja definitivamente, para os consumidores finais, o ano da confirmação desta nova e espectacular tecnologia de recepção das imagens televisivas...
Francisco Vieira
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