Férias curtas...
Findo o Mundial de Futebol, há que reconhecer que o torneio disputado no inverno sul-africano teve o mérito de trazer o seu rol de novidades, não só em termos desportivos, com um vencedor da prova inédito, como em termos tecnológicos, com a transmissão dos jogos em HD e em 3D a uma larga escala, tirando para isso grande proveito da extensa rede de satélites hoje ao dispor dos operadores de todo o Mundo. Agora, com o mês de Agosto, chega para muitos a tradicional altura de desligar o receptor satélite e deixar “arrefecer” a parabólica, sistematicamente “posta à prova” o resto do ano. Uma interrupção que, todavia, deverá ser sol de pouca dura – tanto no sentido próprio como no figurado –, perspectivando-se uma “rentrée” e os próximos meses cheios de desenvolvimentos e anunciando-se desde já importantes novidades na sequência do óptimo resultado da combinação desporto/tecnologia televisiva referida mais acima a propósito do recente Mundial de Futebol... Assim, há já quem (como – por exemplo – o operador francês Fransat, que não deixou de aproveitar a grande festa do “desporto rei” para transmitir jogos em 3D via satélite, nos 5º Oeste) prometa não ficar por aí, deixando no ar a ideia de uma intensificação a curto prazo deste tipo de propostas via satélite. Também os operadores portugueses Zon e Meo, bem presentes na “corrida tecnológica”, confirmaram recentemente acreditar no pleno sucesso comercial a curto prazo dos conteúdos em HD e 3D. E daí à concretização de mais novidades neste campo deverá ser só um pequeno passo... Como se comprova adicionalmente com o anúncio que a própria Zon acaba de fazer, associando-se à Liga Profissional de Futebol também para (além de deixar a sua marca na principal prova nacional, que passa assim a chamar-se Liga Zon Sagres) criar um novo canal de televisão (em 3D?) da Liga, de momento ainda sem data concreta mas cuja estrutura e conteúdos serão conhecidos em breve. Sinal evidente de que estas férias deverão ser de facto, em termos de novidades televisivas e tecnológicas, bem curtas...
Francisco Vieira
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