‘Free-to-air’ versus ‘pay-TV’
Apesar desta publicação concentrar grande parte dos seus conteúdos na recepção satélite possível em modo “free-to-air” (isto é, de acesso livre, sem ser necessário pagar uma mensalidade), não adianta – nem faz qualquer sentido – pretender passar ao lado (como muitos advogam que deveríamos fazer...) da realidade que significa existirem disponíveis, além desses, também conteúdos e serviços concebidos de raiz como codificados e acessíveis unicamente contra pagamento. Ainda para mais quando esta última realidade, perfeitamente complementar à recepção satélite em modo livre, nos permite aceder, via satélite (afinal, é antes de mais disso que se trata), a um conjunto alargado de estações de grande qualidade criadas ou adaptadas ao mercado português; além de ser graças ao facto de existir hoje em Portugal uma muito importante (mesmo em dimensão absoluta, à escala europeia) oferta comercial “pay TV” que o nosso mercado é hoje tão considerado pela maioria dos distribuidores internacionais de conteúdos televisivos; sem esquecer ainda que a promoção feita pelos seus operadores aos serviços “pay TV” disponíveis via satélite tem como consequência directa e imediata a promoção deste meio de distribuição (a recepção satélite). Já para não falar do mais importante: do facto da recepção de serviços por assinatura (facultativa, já que ninguém é obrigado a aderir aos mesmos) poder fácil e simplesmente conviver em perfeita harmonia com aquilo de que mais gostamos e que ninguém nos pode tirar, que é a possibilidade de, com uma simples antena “parabólica” (ou equivalente) e um simples terminal receptor, de custo eminentemente reduzido e pagos uma única vez, acedermos a uma infinidade de canais televisivos (e não só), das mais variadas origens e de todos os géneros temáticos, que nos chegam dos satélites em órbita geoestacionária!...
Francisco Vieira
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